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19 de abril de 2010 | | |

A vez dos povos

Movimientos sociais protagonizam agenda de cúpula de mudanças climáticas

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Os 17 grupos de trabalho da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra começaram a trabalhar nesta segunda-feira em Cochabamba, Bolívia, embora ainda não foi realizado lançamento oficial da cúpula. Mais de 15.000 pessoas de todos os continentes estão chegando para participar das atividades destes dias.

Nesta terça-feira pela manhã será realizada a inauguração desta conferência do clima em Cochabamba. A cidade está revolucionada e sua capacidade hoteleira esgotada pelas dezenas de movimentos e organizações sociais de todo o mundo que estão presentes.

Conforme a organização do encontro, são mais de 15.000 as pessoas que participariam da cúpula. Vários dos presidentes dos países da ALBA estariam chegando também a Cochabamba.

Alguns dos grupos de trabalho que começaram a funcionar nesta manhã são o Tribunal de Justiça Climática, Causas estruturais da mudanças climáticas, Agricultura e soberania alimentar, Mercado de Carbono, Protocolo de Kioto, entre outros. Além disso foi realizada a Assembléia dos Movimentos Sociais com cerca de 200 participantes.
Também começam a ser realizadas conferências com painelistas e especialistas em diversas áreas relacionadas às mudanças climáticas, e as atividades autogestionadas pelos movimentos e organizações sociais.

A Coordenadora Latino-americana de Organizações do Campo (CLOC) circulou um comunicado onde afirma que “estamos vivendo dramaticamente a cada dia, as sequelas do aquecimento global e a mudança climática”. Como exemplo disto fala do “degelo acelerado dos polos e das montanhas; furacões, inundações, secas ou desmoronamentos; ilhas e populações costeiras ameaçadas por agitações do mar e tufões; desertificação crescente e urbanização acelerada que invade as terras agrícolas; migrações forçadas de populações enteiras”.

Diante desta realidade, a CLOC afirma que “a agricultura camponesa de pequena escala é uma solução fundamental para as mudanças climáticas”. “A produção local sustentável de alimentos utiliza menos energia e retém carbono na terra, ao mesmo tempo que aumenta sua biodiversidade”, explica o comunicado. Acrescenta que as sementes locais adaptam-se melhor às mudanças do clima, que a agricultura familiar dá emprego a 2,8 bilhões de pessoas e que continua sendo a melhor forma para combater a atual crise alimentar. “Se os pequenos camponese tiverem acesso à terra, à água, à educação e à saúde, e forem apoiados com políticas que visem a soberania alimentar, continuarão alimentando o mundo e protegendo o planeta”, afirma a CLOC.

Foto: Rádio Mundo Real.

(CC) 2010 Radio Mundo Real

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